DiÁcono SimÃo Pedro

Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
 
 

Sede misericordiosos, como também vosso pai é misericordioso.

Lc 6,36

Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.
E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade
Joel 2   12,13

Amados de Deus no 5º domingo do tempo pascal o Senhor Jesus nos convida a amar o próximo através do novo mandamento que nos é dado, o comprometimento do amor nos leva ao sacrifício e doação, não nos deixando prender nas redes do egoísmo e do egocêntrico comodismo, que muitas vezes justifica a minha falta de iniciativa na sociedade vigente. Muitas vezes nos concebemos de forma passiva onde todos e tudo tem que agir em meu favor, é evidente que necessitamos de muitas coisas, mas também é evidente que tem muitas coisas que podemos fazer, a partir do momento em que eu me abrir para a proposta de Jesus, o Jubileu da misericórdia proclamado pelo papa Francisco vem nos lembrar de uma antiga máxima popular `` ninguém é tão rico que nada tenha a receber e ninguém é tão pobre que nada tenha para dar ´´. O esforço para se envolver como o mandamento do amor faz com que descubramos valores até então desconhecidos e gesto muitas vezes considerados impossíveis tornar-se a rotineiros em nossa vida, o discípulo do amor tem suas feridas curadas a partir do momento em que procura curar as feridas  do outro.

Pensando nisso quero resgatar um veiculo propicio para a realização dos gestos de amor e compaixão que às vezes ficam guardados na gaveta do tempo, as OBRAS DE MISERICORDIA, lembremos-nos do velho catecismo da nossa Infância:

``são obras de misericórdia espirituais, Instruir, aconselhar, consolar, confortar, perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos ´´. 

Tal pratica nunca cairão em desuso, talvez os métodos e as urgências sejam diferentes e até mesmo tenhamos que interpretá-las a luz de nova realidade, ainda é imperativo que os cristãos se façam presente onde e quando forem necessários, rompendo a barreira do individualismo, buscando em Deus e partilhando com o irmão e tendo a humildade para receber do irmão aquilo que nos é destinado por Deus. E quando não conseguirmos realizar tão nobre empreitada nos convertamos para aquele que tudo pode, aprendamos a fazer a experiência da contrição e a renovados pelo perdão  do Cristo retomemos nossa missão pois eterna é a sua misericórdia.

PAZ e Bem                                           um Abraço fraterno Dia Simão Pedro