DiÁcono SimÃo Pedro

Uma paróquia 100% dizimista
 
 

Gostaria de reforçar meu convite a vocês filhos e filhas amados de Deus, salvos mediante a misericórdia do Senhor Jesus e santificados pelo Santo Espírito, a fazer deste  ano mariano em que a igreja no Brasil comemora 300 anos do encontro da imagem de Nossa Srª Aparecida, um ano de fiel devolução do dizimo, tendo como meta uma paróquia 100% dizimista, compreender o dizimo em todas as instâncias materiais e espirituais. No exercício de dar, receber e praticar a caridade, o dízimo em sua essência não deve ser admitido como um imposto ou contribuição obrigatória, mas sim uma decisão voluntária e consciente, uma devolução de gratidão a Deus através da sua igreja de forma solidaria, com generosidade, honestidade e fidelidade.

Para melhor compreendermos a dimensão do dízimo segue um estudo muito bem elaborado pela jovem paroquiana Alexandra Elisa Pesquero, a quem carinhosamente agradeço a preciosa colaboração para atingir a nossa meta de uma paróquia 100% dizimista.

Deus lhe abençoe e muito obrigado. Acredito que esse estudo será de grande proveito para todos nós.

 

Paz e Bem             um abraço fraterno                    diácono Simão Pedro

Boa leitura.

 

Quem tem fé em Deus entende o que significa o dízimo e começa a oferecê-lo à comunidade.

Mas por que dar o dízimo? A Bíblia diz que Deus é o Criador e Senhor de tudo.

O homem foi chamado a ser o administrador dos bens criados por Deus. Ele não é o proprietário dos bens, é apenas administrador.

Quem se dá conta de que nós somos apenas administradores, começa a entender o significado verdadeiro do dízimo e das ofertas.

É um gesto de fé e de gratidão a Deus. Ele reconhece o direito de Deus de solicitar que parte dos bens que Ele nos dá seja oferecida para o serviço da Comunidade.

O Dízimo é oração a Deus, a verdadeira gratuidade que Deus quer é a justiça, que se torna concreta na partilha dos bens. A oração se torna uma grande instrução, pois ensina o povo a formar uma sociedade onde todos tenham acesso aos bens da vida.

Pode um homem enganar a Deus? Pois vocês me enganaram! Vocês perguntam: “Em que te enganamos?” No dízimo e na contribuição! Pois, Jesus criticou e condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus, que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo, negligenciando os mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo.

Jesus colocou o dízimo abaixo da justiça, da misericórdia e da fidelidade, mas NÃO O ELIMINOU, quando disse que primeiro deveriam ser cumpridos os três preceitos citados, sem, no entanto esquecer o dízimo.

Agora veremos um exemplo claro do que Jesus nos pede, onde o fariseu orgulhoso clama que dá um dízimo de tudo que recebe, não apenas do que produz!

”Dois homens subiram ao Templo para rezar; um era fariseu, o outro era cobrador de impostos. O fariseu, de pé, rezava assim no seu íntimo: “Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros homens, que são ladrões, desonestos, adúlteros, nem como esse cobrador de impostos. “Eu faço jejum duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda”. O cobrador de impostos ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!”

Jesus não rejeita o Dízimo, mas diz que ele deve ser um gesto verdadeiro. Pagar o dízimo, sem viver a justiça e a caridade, é hipocrisia. O dízimo, pago sem fé e compromisso, não tem valor.

“Permaneçam nessa mesma casa, comam e bebam do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário”. Para Jesus, o evangelizador é digno do seu salário!

Porém...

Para transformar a sociedade, a comunidade precisa ser coerente e viver a fraternidade e a partilha. Ser cristão não admite mediocridade. A Bíblia registra um caso famoso, o do casal Ananias e Safira, que fingiu que estava partilhando seus bens e por isso foi castigado, eles foram castigados não pelo valor que ofereceram, mas porque tentaram enganar sobre o valor.

O dízimo não é, como muitos pensam, apenas para a manutenção dos padres. O dízimo educa as pessoas para viverem em comunidade. Comunidade existe quando temos problemas comuns; quando todos buscamos a solução comum destes problemas e quando todos alcançam um ideal comum: isto é, todos se dão bem; todos se ajudam; todos se amam.

Dar dízimo não é meter a mão no bolso e sacar dinheiro. Dízimo é colocar antes a mão no coração e sentir na gratidão o pulsar do Amor de Deus.

Quem se torna dizimista venceu a barreira do egoísmo. Ser dizimista é reconhecer que tudo pertence a Deus, que somos de Deus. Por amor e gratidão devolvemos o dízimo como ato de obediência. Dízimo é Partilha! Partilhar não é dar o que sobra. Partilhar é dar o que o outro precisa.

“O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra, e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens, e compra esse campo. O Reino do Céu é também como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens, e compra essa pérola”.

Para compreender Mateus 13, 44-46, Jesus nos conta uma parábola.

A terra de um homem rico deu uma grande colheita. E o homem pensou: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir outros maiores; e neles vou guardar todo o meu trigo, junto com meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: meu caro, você possui um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma e beba, alegre-se! MAS DEUS LHE DISSE: ‘LOUCO! NESTA MESMA NOITE VOCÊ VAI TER QUE DEVOLVER A SUA VIDA. E as coisas que você preparou, para quem vão ficar? “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus”.  Mateus 12, 16-21.

Deus ama quem dá com alegria. Aos generosos, Deus promete que não lhe faltará o necessário. Esta é uma atitude de confiança na Providência Divina. Cada um que dá as suas ofertas com alegria é co-participante da obra do Senhor, construída com aquela oferta.

A escolha fundamental! “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam. Ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam. De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração”.  Mateus 6, 19-21

Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: "Afirmo que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros.

Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver".